Nem parece que está chovendo
uma chuvinha fina.
O pensamento de menina
que na mente vai correndo
não me deixa achar que a chuva é ruim.
Pode ser pra você, mas não é para mim.
Nem parece que está descendo
uma espessa neblina.
A alma de bailarina
que em mim vai quase morrendo
não me deixa pensar que a neblina é o fim.
Vou dançando e vivendo.
Não sou tiete de Eddie Vedder. Sou uma espécie de admiradora. Nem tem graça alguém da minha idade ser tiete de alguém. Mas eu gosto dele demais.
Sempre acho admirável aquele que é capaz de criticar sem ficar chato. É muito difícil. O próprio Bono Vox, de quem já fui fã (nunca tiete), acabou perdendo um pouco a graça para mim por seu excesso de “politicamente correto” e por sua advocacia constante em favor do mundo. Mas o U2 continua sendo uma baita banda.
Pois bem, o Vedder não caiu nessa chatice, talvez porque ele diversifique. Há as canções mundo cão, como Jeremy e Alive; há as filosóficas, como I am mine; há, também, as bem críticas, como Do the evolution e Society e, é claro, há a música mais linda do mundo, Black.
Bom, o link é dele no Temple of the Dog, cantando com o Chris Cornell, autor da música. Só para diversificar e não ficar chata:
Eu tenho uma tendência à deprê, Mas talvez nisto seja igual a você.
Eu danço em casa sozinha, Mas para os outros, pareço “na minha”.
Eu gosto de “reality show”, Mas isto não define quem eu sou.
No fundo, eu sou insegura, Mas faço pose de pessoa madura.
Eu detesto salão de beleza. Papo de novela é uma pobreza!
Eu sou a mãe do João, E, neste mundo, não há menino mais lindão.
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Descobri que o “meme” é uma brincadeira entre blogueiros, e, como a Vanessa M., do Asas Tortas, me chamou pro jogo, resolvi aceitar. Vou fazer que nem ela e explicar as regras aqui, mas não consegui mais do que três blogueiros para propor a tarefa. Foi mal! As regras: 1- Linkar a pessoa que te indicou. 2- Contar seis coisas aleatórias sobre você. 3- Indicar mais seis pessoas e colocar os links no final do post. 4- Avisar a pessoa que você indicou, deixando um comentário para ela. 5- Avisar quem te indicou quando você publicar seu post.
A mulher que me olha, mas não pode me ver, tem olhos vazios de olhar alheio.
Ela nem me comove. Ela é só mais um ser que vive a vida em devaneio.
E essa vida que vejo em seus olhos sem brilho nem lembra meu solto viver de menina, que não é mulher, é apenas menina, que se molha na chuva, que não pensa na sina.
Mas ela olha, ainda, e me dá seu conselho – viva a vida de agora, de menina, de sorte – e então me revela segredo tão forte, que me tira o prumo, que me deixa sem norte. Com seu olho que chora, seu olho vermelho, a mulher que me olha com olhar alheio é só minha imagem refletida no espelho.
Mas estou tão preocupada com meu próprio umbigo...
O sol não desiste
e de novo nasce para mim.
Amigo bom insiste
e mostra pro outro amigo
que seu caminho é ruim.
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“Morning has broken” é, em sua origem, um hino cristão, que acabou se tornando popular na voz de Cat Stevens, que, por sua vez, acabou se tornando islamita e até mudou de nome. Isso só faz a gente pensar que religião é tudo uma coisa só, com seus vícios e virtudes. Na categoria das virtudes está o hino em questão. É tão difícil olhar para cada dia como um novo dia. E, no entanto, como olhá-lo de outra forma? O poema (lindo e simples) cantado no hino é da autora inglesa Eleanor Farjeon:
Este é um blog de prática de literatura comparada. Comparada com música, filosofia, cinema, artes plásticas e, principalmente, literatura.
Abraços a quem ler!
Vanessa