domingo, 31 de agosto de 2008

Cine Deus


Uma porta pesada e sem fresta;
Cortina de veludo até o chão.
Abre-se a porta e vejo a honesta,
Ampla e macia escuridão.
Linhas de luzes que dançam em festa
Guiam meus passos para a emoção.
Anjos, heróis, fogo, amor –
Faixa de luz que a sala infesta.
Esses anjos e heróis em technicolor
São toda a metafísica que me resta.


Querer crer na metafísica não é necessariamente poder. Ter como base moral da vida um algo que nunca se viu é, no mínimo, incerto. O mistério da fé é simples e belo, mas muito, muito simples. Quando é genuíno, me emociona, mas não me convence mais. Aquele pessoal que mandava queimar livros não era bobo, não. E como o lúcido poeta dizia: “Há metafísica bastante em não pensar em nada” O poema inteiro está em http://www.jornaldepoesia.jor.br/fp210.html

Um comentário:

adelaide amorim disse...

Vou lá no jornal ler o restante - embora aqui seja bastante :)
Beijos.