sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Navegar é preciso


Mas cada um cumpre o Destino –
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

Fernando Pessoa, “Eros e Psique”

E, quanto mais navego
Este mar cheio de sal,
Menos vislumbro a terra,
Segurança que renego
Por estar só no final.


E, se por obra do destino,
Paira forte a calmaria,
Surge o porto, nesse instante,
Mais perto do que imagino,
E detém a romaria;


Devotada travessia
Ao santo que não morreu,
À divindade sagrada
Da minha mitologia:
O divino que sou eu.

4 comentários:

Cosme, simplesmente disse...

Hi Teacher,
bárbaro! voce escreve muito bem! gostei muito! recomendarei aos amigos! Por isso que todos gostam dessa sua dedicação! parabens!

Alexandre disse...

se não é o melhor, é um dos seus melhores poemas.

Beijos, poeta que eu amo.

p.s. - escrevendo de terê.

adelaide amorim disse...

Poema inspirado.

Beijo

king of pain disse...

Inspirado em Pessoa!